sexta-feira, 8 de maio de 2009

Comemorações do 1º de Maio no País tiveram início em Santos

O Dia do Trabalho é comemorado a 1º de maio na maioria das nações do mundo, porém alguns países o festejam em data diferente: nos Estados Unidos, os operários reúnem-se na primeira segunda-feira de setembro; na Inglaterra ocorre no primeiro domingo após o 1º de maio; no Japão, a 23 de setembro; na Espanha, em 18 de julho; e na Nova Zelândia, em 18 de outubro.

No Brasil, a primeira tentativa de se festejar a data deu-se em 1893, porém houve repressão do Governo. Todavia, segundo alguns historiadores, a partir de 1895 as festividades passaram a realizar-se sem problemas, mas a primeira comemoração no País realizou-se em Santos, na sede do Centro Socialista. Para outros pesquisadores, todavia, o 1º de Maio começou a ser considerado feriado nacional depois da aprovação, pelo Congresso, de um projeto de lei do deputado Sampaio Ferraz, em 1902, mas para diversos estudiosos isso só ocorreu em 1949, quando o dia foi declarado oficialmente feriado nacional, pela Lei 662.

Origem do 1º de Maio - Em 1882, Peter J. McGuire, um dos líderes da Federação Americana do Trabalho, solicitou que um dia do ano fosse preservado como feriado nacional para os trabalhadores de todos os níveis. A idéia começou a vingar a partir do dia 5 de setembro daquele ano, quando pela primeira vez o trabalhador foi homenageado, após uma passeata de 10 mil operários, portando cartazes, que se reuniram na Praça dos Sindicatos, em Nova Iorque, e rumaram em direção à Broadway. Por isso, Peter McGuire é considerado o idealizador do Dia do Trabalho, porque o movimento começou a estender-se ao mundo todo.

Todavia, na época a jornada de trabalho era muito intensa e os operários dos Estados Unidos estavam há tempos reivindicando um período de oito horas diárias de serviço. Assim, em 1º de maio de 1886, 200 mil trabalhadores, organizados pela Federação dos Trabalhadores dos Estados Unidos e do Canadá, resolveram entrar em greve na cidade de Chicago. A polícia travou violento choque com os grevistas, causando a morte de muitos deles e apreendendo oito de seus principais líderes: Augusto Spies, Michael Schwab, Samuel Fielden, Adolfo Fischer, Jorge Engel, Luiz Lingg, Oscar Neebe e Albert Parsons.

Por decisão judicial, quatro desses dirigentes foram, em novembro do ano seguinte, enforcados. Dos que sobraram, um - Luiz Lingg - suicidou-se na cadeia, esmagando entre os dentes uma cápsula com fulminato de mercúrio, e os demais foram condenados a prisão perpétua. Assim, o Dia do Trabalho passou a ser comemorado mais intensamente nos Estados Unidos depois do movimento de Chicago.

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